sábado, 6 de julho de 2013

Eu sei que a gente se acostuma... Mas não devia.



"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. 


A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma".

Marina Colassanti

quinta-feira, 28 de março de 2013

A História da Páscoa

"Vc conhece a história da Páscoa? Nããooo. Então vc precisa ouvir isso."

Uma ótima páscoa pra você e toda a sua família.


Café Pendente

Essa história é legal.


"O café pendente"
"Entramos em um pequeno café, pedimos e nos sentamos em una mesa. Logo entram duas pessoas:
- Cinco cafés. Dois são para nós e três "pendentes".
Pagam os cinco cafés, bebem seus dois e se vão. Pergunto:
- O que são esses “cafés pendentes”?
E me dizem:
- Espera e vai ver.
Logo vêm outras pessoas. Duas garotas pedem dois cafés - pagam normalmente. Depois de um tempo, vêm três advogados e pedem sete cafés:
- Três são para nós, e quatro “pendentes”.
Pagam por sete, tomam seus três e vão embora. Depois um rapaz pede dois cafés, bebe só um, mas paga pelos dois. Estamos sentados, conversamos e olhamos, através da porta aberta, a praça iluminada pelo sol em frente à cafeteria. De repente, aparece na porta, um homem com roupas baratas e pergunta em voz baixa:
- Vocês têm algum "café pendente"?

Esse tipo de caridade, apareceu pela primeira vez em Nápoles. As pessoas pagam antecipadamente o café a alguém que não pode permitir-se ao luxo de uma xícara de café quente. Deixavam também nos estabelecimentos, não só o café, mas também comida. Esse costume ultrapassou as fronteiras da Itália e se difundiu em muitas cidades de todo o mundo." 

Eu amo um cafezinho, e você?
Seria legal se pudéssemos praticar isso por aqui.
Mas antes teríamos que praticar a honestidade e termos estabelecimentos de confiança.

Fica a dica.
Beijão.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

E que venha 2013...


Sempre há tempo de refazer planos, reconsiderar os equívocos e retomar o caminho para uma vida cada vez mais feliz. Teremos outras 365 novas oportunidades de dizer à vida que, de fato, queremos ser plenamente felizes. Que queremos viver cada dia, cada hora e cada minuto em sua plenitude, como se fosse o último. Que queremos renovação e buscaremos os grandes milagres da  vida a cada instante. 
Todo Ano Novo é hora de renascer, de florescer, de viver de novo. 
Que nosso bom DEUS esteja conosco sempre!!!!

Vamos aproveitar este ano que está chegando para realizar todos os nossos sonhos  ou uma parte deles.
Talvez um de cada vez seja bem melhor. Um dia após  o outro, sem muitas expectativas. 
Esse é o meu sincero desejo para todos nós que cremos que dias melhores virão.
Meu beijo e meu abraço apertado. 










segunda-feira, 26 de novembro de 2012

terça-feira, 6 de novembro de 2012

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Início de tudo...


"Tem horas que a gente se pergunta ,
 por que é que não se junta tudo numa coisa só?"
Sinta-se à vontade e abraçados com muito carinho.
Meu beijo carinhoso, Débora.

"A partir de sempre toda cura pertence a nós.

Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser,
todo verbo é livre para ser direto ou indireto.
Nenhum predicado será prejudicado, nem tampouco a frase, 
nem a crase, nem a vírgula e ponto final!
Afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas,
E estar entre vírgulas pode ser o oposto: 
que vou cativar a todos sendo apenas um sujeito simples.
Um sujeito e sua oração, sua pressa, e sua verdade, sua fé.
Que a regência da paz sirva a todos nós.
Cegos ou não, que enxerguemos o fato de termos acessórios para nossa oração.
Separados e adjuntos, nominais ou não,
façamos parte de um contexto da crônica e de todas as capas de edição especial.
Sejamos também o anúncio da contracapa,
 pois ser capa e ser contra a capa é a beleza da contradição.
É negar-se a si mesmo.
E negar a si mesmo é muitas vezes encontrar-se com Deus.

Sem horas e sem dores,

que nesse momento que cada um se encontra aqui e agora,
um possa se encontrar no outro, e o outro no um...
Até porque, tem horas que a gente se pergunta:
Por que é que não se junta TUDO numa coisa só?"
                                                    (Fernando Anitelli)